Cooperativismo: o legado do Projeto Esperança/Cooesperança para Santa Maria e região


29 de Maio de 2018 às 22:02
Há mais de 30 anos, o Projeto Esperança/Cooesperança cria oportunidades e desenvolvimento para grupos e famílias na região central do Rio Grande do Sul. 

O mês de maio que chega ao fim nesta quinta-feira é marcado por inúmeras datas festivas, entre elas, o dia das mães e o aniversário de Santa Maria, que este ano completou 160 anos no dia 17, esta última data, marcada por homenagens e também por pedidos de melhoria em nosso município. Foi com este intuito, que a Irmã Lourdes Dill participou na Câmara de Vereadores de Santa Maria, em tribuna livre, para manifestar seus cumprimentos à cidade e também para falar sobre o momento que nosso pais tem passado. Mencionou também os 31 anos do Projeto Esperança/Cooesperança e dos 26 anos do Feirão Colonial Semanal que ocorre em Santa Maria, que com muita luta, força e resistência transformam o cenário local oportunizando às famílias que fazem parte do projeto, uma alternativa sustentável de comercializar suas produções.

Nas palavras da Irmã Lourdes, a proposta do Projeto Esperança/Cooesperança, entre muitos outros desafios, é também contribuir significativamente na construção de uma Sociedade socialmente justa, economicamente viável, ambientalmente sustentável e Sadia, organizadamente cooperativada, politicamente democrática e Autogestionária, animando e fortalecendo a cultura da solidariedade e o bem viver, com a valorização do trabalho acima do capital, formando novos sujeitos, para o pleno exercício da cidadania e na certeza de que “Um Outro Mundo é Possível” e “Uma Outra Economia Que Já Acontece”.

O Projeto Esperança/Cooesperança é um projeto regional articulado com o Território da Cidadania. Ele é um Patrimônio regional e se fortalece integrando diversos grupos, entre eles: agricultura familiar, agroindústrias familiares, hortigranjeiros e produção orgânica, artesãos e confecção, grupos de lanches, panificação e confeitaria, catadores, quilombolas, apoio aos povos Indígenas, feiras municipais, regionais e Feira Internacional da ECOSOL, Alternativas à Cultura do Fumo, entre outros e a parceria com uma grande rede de consumidores/as.

Em termos de número, o projeto tem uma grande representatividade e participação.São em torno de 300 grupos organizados na região central/RS, mais de 5 mil famílias beneficiadas, mais de 25 mil pessoas beneficiadas no campo e na cidade, a nível regional. Possui articulação nos 34 Municípios do Território da Cidadania, com muitos parceiros e apoiadores. 

Conta hoje com representantes de 06 países de pessoas que moram em Santa Maria e participam no Feirão Colonial aos sábados: Hungria, China, Colômbia, Portugal, Equador e uma multidão de brasileiros da região central do RS. Organizado com muitas parcerias e voluntários para a realização da FEICOOP – Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária, que este ano completará o seu primeiro Jubileu de prata, 25 anos, e que ocorrerá de 12 a 15 de julho de 2018. É um grande Projeto de Resistência e que traz vigorosos benefícios para Santa Maria, em todas as áreas, além de levar o nome de Santa Maria para muitos países e continentes.


   Foto: Divulgação